alimentação, cuidados
A paciência deve ser companheira dos pais durante o período de introdução alimentar.

Não vai ser fácil, vai haver muita cara feia, negação, sujeira e às vezes até choro. Mas é imprescindível que os adultos tenham calma durante a fase da alimentação infantil que dura até os 3 anos. Os desafios do paladar serão muitos e a finalidade uma só: a saúde plena de seu pequenino.

Conforme a criança cresce e adapta-se às mamadas mais espaçadas, por volta dos 3 ou 4 meses alguns pediatras já iniciam a introdução de frutinhas como maçã, pera ou mamão raspadinhas e intercaladas com o leite para que o bebê comece a sentir novos sabores e texturas. Com o passar dos próximos meses outras frutas, legumes e verduras já podem fazer parte da dieta. A insistência e a calma são fatores chave para o sucesso ainda nessa fase inicial, pois o bebê é acostumado apenas com leite os novos sabores causam estranhamento.


 

Alguns truques como criar uma rotina oferecendo os alimentos sempre nas mesmas horas do dia, num ambiente tranquilo e livre de distrações como barulhos faz com que a criança entenda aos poucos que aquilo é algo a ser repetido diversas vezes e não uma novidade. Conversar calmamente nessa hora também ajuda a gerar conforto ao bebê até que ele se acostume com o paladar de cada um dos itens oferecidos.

Já por volta dos 6 meses todos os pediatras são favoráveis à introdução de alimentos pastosos ou amassadinhos para que a criança crie o hábito de degustar outros sabores. Aos poucos e até que a criança complete 2 anos de idade e seja capaz de comer a mesma refeição que o restante da família, o equilíbrio alimentar pode ser baseado em variação grande de cores, texturas e sabores com o intuito de manter a qualidade das refeições.

Conforme a criança cresce e entende a importância da alimentação, há uma tendência natural em experimentar as coisas novas e assim já criar preferência por alguns quitutes ou pratos. Outra coisa bem importante é sentar-se à mesa juntamente com a família para estimular a união, a comunhão e a paciência. Lembre-se que crianças são como esponjas: absorvem tudo à sua volta, portanto aprenderão com os adultos como se portar durante a refeição.

Jamais esqueça que tudo deve ser feito sem pressa ou sob pressão, pois cada criança tem seu próprio ritmo para comer. Dê preferência para pequenas porções e se o pequeno quiser, repita a dose! Preste atenção ao tempo e estipule mais ou menos meia hora para cada refeição, este período deve ser ideal para a criança terminar de comer.

É importante que os pais estimulem uma mesa farta e saudável desde o início, evitando assim alimentos industrializados ou muito processados. Leite e derivados, grãos, cereais e carboidratos, frutas in natura ou em forma de sucos, verduras, legumes e hortaliças cruas ou cozidas, além de proteínas são os alimentos que devem fazer parte do cardápio.

 

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