educação
Choro manhoso, sem fim, e por vezes – constrangedor, a birra é uma das formas das crianças expressarem o que querem.

Mas o difícil desafio de manter o equilíbrio e acabar com o sufoco, voltando ao status de sossego, cabe aos pais. Só que antes de negociar com os pequenos é preciso entender as birras. Imagine-se sem maturidade suficiente para discernir entre o que é saudável ou não para a sua vida. Você apenas deseja algo que não pode, seja um brinquedo ou comer fora de hora, sair sem dar a mão para ninguém ou simplesmente não querer dormir. A birra começa com a falta de entendimento. Para conseguir driblá-la é preciso que os pais também entendam o seu mecanismo e saibam que nem sempre a criança é teimosa, mas sim, o convencimento não lhe chega de maneira adequada para a idade.

É necessário que os pais e adultos que convivem com uma criança entendam que a sua visão de mundo é completamente diferente, portanto de nada adianta agir com violência, não dar maiores explicações do motivo da negativa ou gritar mais alto que o pequeno. Mas sim, usar de empatia e esforçar-se para compreender o que está por trás da birra a partir da observação e experimentação. Com tentativas que possam vir a solucionar o problema.

Para um adulto pode ser difícil, mas observar o mundo por uma ótica infantil se torna um grande passo para o sucesso do entendimento. Outro passo importante é supor o porquê de o pequeno agir em diversas situações. E o desafio dos pais nessas horas é ter paciência e jogo de cintura para lidar com as cenas de estresse e frustração da criança.

Tentar negociar sendo direto e objetivo costuma surtir efeito. Substituir o ‘não’ que precisa sempre de um porquê por um ‘pare’ em tom imperativo é um modo eficaz de conter episódios desagradáveis. Mas não deixe de mostrar para a criança logo após o que é adequado para aquele momento, assim ela terá um entendimento mais claro do que houve e do motivo para não repetir aquilo.

Outro truque é tentar entender de onde vem a reação para resolver com eficácia. Prestando atenção na criança você saberá o que ela sente na maioria das situações, tendo desta forma a tolerância necessária para cada comportamento e identificar as necessidades. Empatia sempre! E na sequência paciência e muita calma são habilidades necessárias para ajudar a evitar chiliques sem fim. Dialogue toda vez, pois a birra nada mais é do que uma dificuldade de expressão. Quanto mais habituado a conversa desde cedo estiver seu filho, de modo mais fácil ele exprimirá seus sentimentos por meio de verbalizações.  

Crianças emocionalmente mais fortes são criadas quando aprendem desde novinhas a aceitar pequenas frustrações, têm noções de valores como tolerância e o respeito, e são por consequência mais seguras. Mas nada disso se aprende de primeira. É necessário que os pais repitam esses passos até a exaustão! Aprender a ler sinais (fome, sono, frio, canseira) também evita birrinhas indesejadas… Defina até onde seu filho pode ir impondo limites desde muito cedo, assim ele controlará as emoções. Seja firme, direto e claro. Nem sempre sermões fazem efeito. 

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cuidados
A atenção com a dentição deve vir muito antes do aparecimento dos primeiros dentinhos que devem surgir entre os 6 e 9 meses.

Diversos cuidados devem ser tomados desde o nascimento para garantir que a saúde bucal esteja sempre em dia. Todo mundo sabe que a erupção dos dentes causa desconfortos no bebê, irritabilidade, salivação abundante, dificuldades em comer e dormir, dor, inchaço e vontade de mastigar qualquer objeto que leve à boca. Assim é mais do que normal que o neném chore e se irrite com bastante facilidade. Outros sintomas do surgimento dos dentes são: febres sem motivo aparente, diarreias e infecções devido aos novos hábitos.

Nessa fase é importante tentar aliviar o inchaço e o mal-estar. Mordedores, objetos e alimentos frios cortados em pedaços grandes para que a criança consiga segurar são indicações usuais de dentistas e pediatras, mas não descuide da criança, pois ela pode engasgar se não estiver sob a supervisão de um adulto. Anéis de dentição ou dedeiras específicas também são opções que ajudam a aliviar a dor do nascimento, deixando assim o bebê mais calmo. Massagens com a ponta dos dedos também podem dar sensação de alívio e vale até mesmo o uso de pomadas anestésicas para essa finalidade.

O cuidado com os primeiros dentinhos de leite deve ser constante e feito desde os primeiros dias de vida, já que eles criam espaço para os dentes definitivos que devem começar a surgir por volta dos 6 anos. Assim os pais devem fazer diariamente a limpeza das gengivas, bochechas e língua (pelo menos duas vezes) com o uso de uma gaze úmida ou paninho limpo e molhado.

Após nascerem a atenção deve ser redobrada e iniciada a escovação com água. E nessa época já pode ser marcada a primeira consulta com o dentista para que outras orientações sejam repassadas e o profissional possa avaliar a criança. Após 1 ano, cremes dentais próprios para bebês podem ser usados em pequena quantidade. Uma dica é se basear no tamanho da unha do dedo mindinho da criança. Depois basta escovar os dentes com cuidado tanto na frente quanto atrás.

Até os 5 anos a criança deve ter 20 dentinhos, 10 em cima e 10 em baixo. Não esqueça: a visita ao dentista deve ser anual para que ele verifique se os dentinhos crescem de forma correta e se não há cáries.

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